quarta-feira, 12 de janeiro de 2011

Poema da Benção

Benção descida a terra na chuva que molha a serra
A este, aquele a toda gente
Ao Senhor, ao jovem ao menino
A Senhora, a menina a mulher
Benção aquela que concebe, ao que nasce, ao que cresce, ao que morre
Benção ao paralítico, ao enfermo ao são
Benção aqueles que correm, aos que colhem e aos que recolhem.
Benção aquele que planta, ao que sorri ao que chora
Benção ao soldado distante, ao viajante, ao peregrino
Benção ao criador e a criatura
Ao mendigo, ao que tem fartura
Benção ao pai a mãe ao filho
Benção pra quem vive sozinho
Benção ao patrão ao empregado
Benção pra quem chega e pra quem esta partindo
Abençoado seja o homem, no labor e no descanso
Abençoada as mãos que trabalham que doam e abençoam
Abençoado seja o amor os amantes, os que procedem do amor
Os amigos a amizade as histórias que dela nascem
Abençoada seja a comida, a bebida e o suor do nosso trabalho
Abençoada seja a manhã o amanhã
À noite o findar da vida
Abençoada a espera
Os sonhos
Os romances
Abençoados sejam seus passos e seus caminhos
Abençoados sejam seus olhos
Suas palavras e suas decisões
Abençoado seja você!


terça-feira, 11 de janeiro de 2011

Acalanto

Ouvir tua voz, sentir-te mais perto
E por um momento sair de mim
Sair de mim e estar contigo
Na tua dor, no teu lamento
Penso menino, tanto em ti
Em como curar o teu coração
Em como realizar seus sonhos
Saciar seus desejos com amor e paixão
Penso tanto...
Sinto tanto... Não poder estar contigo
Quero te envolver com meu amor
Em seu corpo passear com minhas mãos
Em seus lábios repousar os meus
E junto ao seu peito ouvir teu coração
Num doce beijo esquecer o cansaço
Sua alma tão leve como ruflar de borboletas
Esqueceria a vontade de partir desse mundo
Em meu colo receber você como o bem mais precioso que tenho
E com suaves caricias num doce acalanto
Embalar teu sono com um suave canto
Para que tenhas doces sonhos
Aconchegado nos braços meus....

segunda-feira, 10 de janeiro de 2011

Amor Quebrado

Como cacos de vidros estavam,
Vestígios do nosso amor pelo chão espalhados
Pedaços fragmentados a cortar meus pés descalços
Vestígios de amor quebrado que não se pode mais colar.
Fiquei a lembrar o passado o amor que era belo, agora feito estilhaço...
Os sinos de cristais no vento frio a tocar
A dorida melodia que nos fazia sonhar
Esse amor fragmentado espalhado pelo chão
Fez partir-se em mil pedaços o meu pobre coração


domingo, 9 de janeiro de 2011

Momentos


 
Meu olhar distante...Deixe lá,

assim organizo meus pensamentos

nessa solidão me encontro é só meu este momento

Amar tornou-se um tormento,

e nesse momento, quero paz

hoje não vou falar de amor, não quero amar

Hoje serei amor, somente...