terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Triste Lamento

Lamento, partirmos assim                                                  
Nossos nortes estão opostos
Em seu coração não há lugar para mim
Lamento toda essa tristeza
Essa incerteza morando em nós
Lamento meus braços ficarem vazios
Pois teu corpo já tem morada
Lamento seus lábios não conhecerem meus beijos
Seu olfato não ter sentido o meu cheiro
Nem o seu corpo ter sentido o calor do meu
Lamento seus olhos não verem os meus de perto
Lamento nossas almas terem sido apartadas
Você no seu mundo completo
E eu no meu mundo do nada
De certo quando existias
De outro mundo contigo eu sonhava
Mas cheguei na hora incerta
E bati na porta errada
Lamento esse ledo engano
Ter visto em ti o amor da minha vida
Quando na verdade és o amor de outra vida
Lamento, como eu lamento...
Ter chegado, quando já ias embora.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

Metade

Pensar em ti é minha sina
Não ter você é meu flagelo
Meu pensamento te desenha
Percorre toda a distância
E só encontra solidão
Lamentos...
De nossos olhos que não se olham
De nossos lábios que não se beijam
De nossos corpos que não se encontram
O som da sua voz ainda ressoa em meus ouvidos
A única recordação que tenho de ti
Perguntas sem respostas
Dores que nos alimentam
Uma parte de mim é o que sou
E a outra você, que eu nunca pude conhecer
Um espelho escurecido em que vejo meu rosto
E sinto meu corpo envolvido por braços que não consigo ver
Meu destino será tua espera e enquanto te espero
Vou com a lua minguando...
Com as estações passando
Com o dia amanhecendo
Com a noite morrendo
E sonhando a ti pertencer
Meu silêncio fala e meu coração cala
Por que metade de mim acaba
Onde começa você.


sábado, 22 de janeiro de 2011

Vicioso

Descobri que te amar assim não me leva a nada
a não ser, amar-te cada vez mais

Descobri que querer-te assim não me leva a nada
A não ser querer-te cada vez mais

Descobri então que sofro neste circulo vicioso
Te amo por que te quero
E por querer-te tanto, te amo!
 
 

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Cicatriz

Amanhã quando acordar não quero lembrar-me de ti       
Não lembrarei do seu nome
As expressões de alegria serão vagas lembranças
A brincar em minha mente
Amanhã quando olhar o mar não quero pensar em ti
Não lembrarei seu amor ao mar
As ondas não mais ressoarão seu nome
Voltarão a ser o murmúrio confuso de antes
Seu nome escrito na arei já terá sido apagado
E as lágrimas que agora rolam já se terão secado.
Amanhã serás apenas, mais um, em um milhão.
Será apenas mais um rosto perdido na multidão
E se ao passar por você meu corpo se estremecer
Será vertigem de momento
Um déja vú apenas...
Amanhã meu coração estará mais leve
De repente te esquecerei
Como de repente te vi, e logo me apaixonei.
Amanhã só uma coisa estará estranha
Perderei esse brilho no olhar
E de frente ao espelho
Verei em meu peito uma cicatriz
Que não vou conseguir entender.